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TSE confirma: Edgar Bueno é o prefeito de Cascavel

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julgou, na quinta-feira (23), o Recurso Especial Eleitoral nº 162844, que objetivava a cassação dos cargos de prefeito e de vice-prefeito de Cascavel. A ministra Maria Thereza de Assis Moura manteve a decisão da ministra Luciana Lóssio, revertendo à decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná, que havia votado pela cassação. “Estou aqui tendo a mesma conclusão da ministra Luciana; negando provimento aos agravos regimentais”, disse Maria Thereza durante a sessão. A decisão de manter prefeito e vice nos cargos foi de todos os ministros do TSE. O prefeito Edgar Bueno tomou conhecimento da decisão, logo após inaugurar a Unidade de Saúde da Família (USF) de São João e no momento em que visitava o Autódromo Internacional Zilmar Beux de Cascavel. Ele disse que estava tranquilo e que manterá o mesmo ritmo de trabalho da Administração até o fim do governo. Anteriormente, no dia 26 de fevereiro de 2015, a ministra Luciana Lóssio, monocraticamente, já havia julgado o recurso que manteve Edgar Bueno e Maurício Theodoro nos cargos. Para Luciana Lóssio, tanto as acusações de falsidade ideológica quanto ao domicílio do então candidato a prefeito de Cascavel, Professor Lemos (PT), veiculadas durante a campanha de Edgar Bueno, não interferiram na disputa. Na decisão, destacou ainda a necessidade de se preservar o resultado das eleições. “Não se pode perder de vista que a necessidade de preservação da vontade manifestada nas urnas impõe a esta Justiça Especializada prudência na cassação de mandatos, quando os fatos não se mostrem hábeis a interferir no equilíbrio da disputa”, completou a ministra. Partilhava do mesmo pensamento o então presidente do TSE, ministro Marco Aurélio, que deferiu liminar, em ação cautelar, para manter Edgar Bueno e Maurício Theodoro nos cargos de prefeito e vice-prefeito de Cascavel já em 2014. “PREVALECEU A VERDADE” O prefeito Edgar Bueno comemorou a decisão do TSE, por meio do julgamento favorável da ministra Maria Thereza de Assis Moura e disse que a justiça foi feita, que a verdade prevaleceu e que não imagina a Prefeitura de Cascavel sendo conduzida por quem recebeu dinheiro de origem duvidosa. “O Brasil sabe que 78% do dinheiro que veio para a campanha do Professor Lemos é de origem duvidosa, dinheiro da corrupção, da Petrobras, das empreiteiras OAS e UTC, cujos diretores estão presos por corrupção e formação de quadrilha. Eles desovaram muito dinheiro em Cascavel, quase R$ 2 milhões para o meu adversário politico me enfrentar na campanha eleitoral”, ressaltou o gestor público em entrevista ao jornal A Voz do Paraná. TRABALHO E DESENVOLVIMENTO Manter uma administração próxima do cidadão e lutar pelo desenvolvimento do município, são compromissos seguidos a risca pelo prefeito Edgar Bueno, que tem levado Cascavel a viver uma fase de pleno desenvolvimento. “Cascavel passou a ter uma nova cara, ganhou o desenvolvimento e se tornou uma cidade mais arrojada, que procura fornecer emprego, moradia, educação e saúde para a população”, comentou o gestor público. Cascavel tem sido constantemente destacada em cenário nacional e regional, já foi classificada como uma das cidades de maior crescimento e geração de emprego no país, polo regional do agronegócio, de serviços de saúde e do ensino superior. Também foi classificada como uma das 20 metrópoles do futuro, uma das melhores cidades do Brasil para se fazer carreira, apontada pelo Firjan como uma das melhores em administração do dinheiro público. A cidade também alcançou o 4º lugar no Paraná no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) e foi avaliada como a 34ª melhor cidade do Brasil para se investir. “Todo investimento feito nesta cidade gera esses resultados. Na área de emprego e renda, por exemplo, o município conta com o Programa Empresa Fácil que já formalizou mais de seis mil empresas, gerando mais emprego e renda. Temos também os parques industriais como incentivo à instalação de indústrias. Tudo isso reflete em mais qualidade de vida aos cidadãos cascavelenses”, enfatizou o prefeito Edgar Bueno. Por meio do pluralismo de ideias, da valorização dos profissionais e do incentivo a elaboração e inclusão de projetos, o município de Cascavel vive um novo tempo de avanços e grandes conquistas na área da Educação, Saúde, Agricultura, Esporte, Cultura e Assistência Social. Leia, a seguir, a íntegra da entrevista: Jornal A Voz do Paraná – Definitivamente você não responde por nenhum processo de cassação. O Tribunal Superior Eleitoral lhe deu ganho de causa. Sente-se mais tranquilo? Edgar Bueno – Registro que o nosso ritmo de trabalho e as decisões, tomamos tudo no seu devido tempo, apesar da opressão, da insegurança, da humilhação que nos impuseram, querendo ilegitimamente assumir o nosso posto na Prefeitura de Cascavel, ressaltando, ainda, que o meu adversário não teve se quer as suas contas aprovadas da campanha eleitoral. O Brasil sabe que 78% do dinheiro que veio para a campanha do Professor Lemos é de origem duvidosa, dinheiro da corrupção, da Petrobras, das empreiteiras OAS e UTC, cujos diretores estão presos por corrupção e formação de quadrilha. Eles desovaram muito dinheiro em Cascavel, quase R$ 2 milhões para o meu adversário politico me enfrentar na campanha eleitoral. Já sabíamos com quem estávamos lidando. Jornal A Voz do Paraná – A justiça foi feita? Edgar - O poder político e econômico estava nos tirando do cargo, tirando uma pessoa legitimamente eleita pela população. E para complementar e visualizar o que eu estou dizendo, se o deputado federal André Vargas não tivesse sido cassado, hoje, com certeza, seria eu quem estava sendo cassado, pela influência que ele tinha, pela pressão que estava fazendo, pelo poder que exercia sobre as construtoras e com a Petrobras, e pelo poder e relação que tinha no governo central. Eu falo que foi a providência divina, Deus preparou e abriu meu caminho, tomando outra solução que foi a cassação daquele que teria influência e força suficiente para me cassar, a força da política e do poder econômico. Deus faz as coisas certas, demorou, nos humilharam, nos perseguiram, ouvimos muitas coisas que não merecíamos ter ouvido e, agora, felizmente o Tribunal Superior Eleitoral, corrige esse erro, inclusive chama a atenção do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná por uma exceção de força de julgamento em uma coisa que tinha que ter sido colocada e resolvida nas primeiras estâncias. Na verdade, não houve crime eleitoral ou econômico, eu apenas disse e vou repetir, ele não provou até hoje que morava em Cascavel. Jornal A Voz do Paraná – Qual é o sentimento que fica com esse episódio? Edgar - Um sentimento de mais uma batalha da minha vida vencida. Nada que eu consegui e assumi veio de graça, tudo para mim é uma dificuldade, sofrimento e batalha. Por isso, acredito que Deus me dá essa força de equilíbrio, porque tenho um chão batido, nada conquistei de graça. Eu tenho um alicerce para chegar aonde cheguei, com luta. Quem chega com luta, passa a ter a experiência necessária, a calma, o jogo de cintura e a flexibilidade para lidar com as dificuldades. Eu só tenho a agradecer, é mais uma página virada, se quiserem continuar entrando com recursos pode entrar, já não tenho mais preocupação, me considero vitorioso. Jornal A Voz do Paraná – Qual foi a sua expectativa no dia do julgamento? Edgar - Enquanto estavam me julgando em Brasília, eu estava inaugurando um Posto de Saúde em São João. Nem na hora do meu julgamento - e eu sabia que hora seria - parei para assistir, continuei trabalhando, porque é assim a minha vida. É diferente da maioria dos políticos que conheço no Brasil. Sou uma pessoa autêntica e crente que se fez justiça. Cascavel não merecia passar por tudo aquilo pelo que passou, os nossos adversários agrediram os bons costumes, desprezaram e desrespeitaram a vontade da população e, finalmente, receberam a punição devida pelo Tribunal Superior Eleitoral, que ao me dar ganho de causa, sobrou para eles, mais uma derrota, como se já não tivesse bastado as duas durante a campanha eleitoral. Jornal A Voz do Paraná – Qual é a sua mensagem para os cascavelenses? Edgar - É uma honra ser prefeito de Cascavel e se é uma honra para mim, continuo motivado, trabalhando e realizando. Quero terminar o meu mandato, que falta um ano e oito meses deixando uma grande marca no município e um legado através das minhas obras e das minhas ações. Depois que terminar o meu mandato e eu quero sair, quero fazer uma reflexão pelas coisas que passaram pela minha mão, tão importantes e tão intensas que não vale a pena relatá-los neste momento, mas no final do meu mandato eu estarei dizendo: aquilo aconteceu por causa da nossa ação. Não para o meu orgulho próprio porque eu não quero mais disputar eleição, mas para olhar para trás e dizer assim: não apenas passei pela Prefeitura de Cascavel, passei por lá e realizei obras importantes para o povo da minha cidade. Jornal A Voz do Paraná - Cascavel vai bem? Edgar - O próprio ministro das Cidades, Gilberto Kassab, em sua visita à Cascavel, falou que todos os municípios do Brasil estarão quebrados se não fizerem um pacto federativo. Muitas responsabilidades vieram e tem vindo para os municípios sem que o governo Federal assuma o compromisso de suas ações. Neste quadro, o municipalismo é quem paga a conta que não vai bater nunca porque existe uma concentração de renda absurda através do governo Federal que sufoca os municípios brasileiros. As decisões sempre são do poder central e os municípios não têm de onde tirar dinheiro sem um pacto federativo para melhorar essa renda. O nosso município não quebrou ainda porque eu reúno minha equipe econômica toda segunda-feira e libero os gastos a conta gota. Foi uma maneira que encontrei para de segurar e não termos problemas nos tribunais de contas e de endividamento sem capacidade. Cuidamos de Cascavel com muita firmeza e determinação. Com as economias que fizemos, podemos dizer que somos um dos municípios mais equilibrados economicamente do Estado do Paraná. Não que temos nada sobrando, mas pela economia que implantamos, conseguimos sobreviver nestas circunstâncias.