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Correção de solo faz a diferença na colheita da soja em Santa Helena

O programa de correção de solo instituído em 2019 subsidiou centenas de toneladas de calcário e cama de aviário aos agricultores inscritos que foram aplicadas diretamente nas lavouras. O incentivo da prefeitura está proporcionando retorno financeiro agora no período de colheita da safra de verão.

Segundo alguns agricultores beneficiados, os produtos aplicados melhoraram a qualidade do solo que consequentemente está produzindo mais. A média das lavouras que não foram tão castigadas pelas chuvas do início do ano tem sido de 150 por alqueire, o que pode ser considerado um bom índice levando em consideração a valorização do preço da soja, por exemplo. “Pra nós ajudou bastante, as áreas que apontaram a deficiência do calcário foram contempladas com calcário e as que indicavam a necessidade de cama de aviário, foi distribuída a cama de aviário,” afirma Vinicius Botega.

Para Eduardo Dalsotto, a aplicação dos corretivos no solo ofereceu uma maior uniformidade nas áreas de plantio que antes estavam irregulares quanto aos nutrientes: “Este incentivo acaba proporcionando mais qualidade de vida ao agricultor, uma vez que existe um índice maior de produção com o solo corrigido,” afirma.

Quem também recebeu o subsídio da prefeitura foi o agricultor e Engenheiro Agrônomo Welton Scolari que avalia positivamente a iniciativa: “Santa Helena é o 6º maior produtor de grãos do Estado e programas como este auxiliam os agricultores a aumentar o potencial de suas áreas, é bom poder contar com o apoio da administração municipal e saber que este programa irá continuar,” pontuou.

Segundo Valdir Maraskin, os agricultores santa-helenenses são privilegiados, pois em outros municípios não existe suporte da prefeitura para as atividades rurais: “Quem mora aqui deve ter orgulho dessa terra, dá gosto de trabalhar quando se tem programas assim,” enaltece.

 

Continuidade

O programa municipal de correção de solo teve continuidade neste ano e o prazo para inscrição vai até o dia 26 de março. Os interessados devem se dirigir até a secretaria de Agricultura portando os seguintes documentos:

I – Matrícula do imóvel rural atualizada em seu nome e, se for o caso, contrato de arrendamento ou parceria registrado em cartório com no mínimo 6 meses de contrato;

II – Certidão negativa de débitos municipais em plena validade (CND);

III – Certidão de regularidade fiscal do imóvel rural;

IV – Cópia de inscrição Estadual do Produtor Rural (CAD/PRO);

V – Cópia do CAR (cadastro ambiental rural);

VI - Cópia de inscrição no Cadastro de Pessoa Física (CPF);

VII – Cópia de Cédula de Identidade (RG);

VIII – Analise de solo de no máximo 01 (um) ano, caso não possua analise trazer amostra de solo da propriedade;

IX – Requerimento assinado. (disponível na Secretaria de Agricultura).