Saúde

Cardiologista curitibano traz quatro medidas para baixar a pressão arterial sem remédios

Redução de peso

Setenta e cinco por cento das pessoas diagnosticadas com hipertensão estão acima do peso. Sinal de alarme, porque o aumento de 5 pontos no IMC, Índice de Massa Corpórea, eleva em 30% o risco de morte prematura.

Um dado positivo, é que a cada 5 kg de sobrepeso reduzidos, a pressão arterial pode abaixar até 4 milímetros de mercúrio  – o milímetro de mercúrio (MMHG) é a unidade de medida da pressão arterial.

Dieta adequada

“Não tem mágica nem alimento milagroso, mas sim uma dieta saudável”, avisa Lenci. A dieta dash, no entanto, reduz risco de infarto e AVC, pode abaixar a pressão arterial em até 11 mmhg, e consiste basicamente na substituição de sódio por alimentos ricos em cálcio, magnésio, fibras e pouca ingestão de gordura.

Atividade física

É preciso diferenciar atividade física de exercício físico. Atividade física é tudo o que as pessoas fazem no dia a dia em tarefas domésticas, da própria profissão etc.

“Já exercício físico regular vai diminuir com consistência a pressão arterial”, afirma o cardiologista. Pelo menos 150 minutos de exercício na semana associando aeróbico, como corrida, com o de resistência, como a musculação.

Hoje há a opção de canais no YouTube em que profissionais especializados ensinam e orientam a fazer exercícios em casa.

Atividades antiestresse

A meditação transcendental é, entre as práticas antiestresse difundidas hoje, a que tem eficácia cientificamente comprovada de reduzir a pressão em até 4 mmhg.

Outras práticas, como a respiração lenta e guiada, que pode baixar até 6 mmhg da pressão arterial, e a musicoterapia, demonstram evidências, mas sem comprovações de longo prazo.

Hipertensão e população negra: teoria da escravidão

Toda hipertensão ocorre porque o sangue com muito sódio retém mais líquido, fazendo a pressão arterial subir. Retendo mais líquido, o organismo fica mais resistente à desidratação, mas isso não é vantagem, principalmente com a prevalência de dietas hipersódicas. No tempo da escravização do povo negro, no entanto, pode ter garantido uma sobrevida mais longa a muitos escravizados.

Dados sugerem, conta Lenci, que até 72% dos negros que eram escravizados morriam nos primeiros quatro anos de escravidão, sendo a desidratação uma causa de morte comum.

“Assim, aqueles que já tinham o gene de retenção de sódio, que retinham mais líquido, viviam mais e transmitiam mais esse gene às gerações subsequentes”, conclui Lenci.

Segundo ele, a teoria da escravidão propõe que esses genes da retenção de sódio seriam ainda hoje responsáveis pelos altos índices de hipertensão na população afroamericana.

Informações sobre saúde baseadas em evidências

No ar desde janeiro de 2020, o canal Dr. Gustavo Lenci Marques (https://www.youtube.com/channel/UCxH13AwTizUe8lyOH0mYwyA) tem mais de 6 mil inscritos e foi criado para  difundir informação objetiva e de qualidade da área da saúde, sempre de maneira descomplicada e baseada nas mais recentes pesquisas e na Medicina baseada em evidências.