Esdrúxula legislação eleitoral é feita para quem? Atende a quem?

*Por Elias Klaime

Por que prefeito tem que se desincompatibilizar do cargo para tentar se projetar na política? A quem atende essa legislação? Por que um prefeito eleito vai arriscar mais três anos de mandato por conta de um sonho que pode não se realizar? Por que um prefeito passado o período eleitoral não pode voltar ao cargo?

Estive acompanhando de perto na semana que passou, a transmissão de posse da presidência da Associação dos Municípios do Oeste do Paraná (Amop), do prefeito de Cascavel, Leonaldo Paranhos, para o prefeito de Santa Tereza do Oeste, Élio Marciniak (Kabelo). Solenidade irrepreensível, chapa única, mostrando a maturidade da melhor entidade municipalista do Brasil.

A sucessão, certamente, teve participação direta do prefeito Paranhos na escolha do novo presidente, que, segundo o próprio, já havia esse compromisso feito há um ano e cumprido, em vir a suceder o prefeito de Cascavel na entidade oestina. Se o evento serviu para a transmissão de posse, serviu também, para evidenciar o momento singular pelo qual passa o prefeito Leonaldo Paranhos, que vem despontando e se destacando como a maior liderança política dos últimos tempos na nossa rica e progressista região Oeste do Paraná e, já, ultrapassando nossas divisas e fronteiras por conta da repercussão altamente positiva de sua gestão em Cascavel.

Muitos momentos de emoção, explícitos, foram protagonizados por diversos prefeitos associados. Discursos enaltecendo a figura proeminente do prefeito de Cascavel e a sua ascensão ocupando agora espaço, há muito tempo vago, foram direcionados a Leonaldo Paranhos pela sua notável liderança política caracterizada pelo seu desempenho, segundo os prefeitos, ao fazer de Cascavel uma das principais cidades do país para morar e para investir. Muitas premiações a nível nacional, para a cidade e para o gestor, têm se tornado rotina na política de Cascavel. 

Ainda, segundo os diversos discursos proferidos na Amop, o prefeito de Cascavel é merecedor da mais alta confiança que os prefeitos oestinos depositam no gestor para assumir a liderança política, espaço vago e que merecidamente, “deveria ser ocupado pelo prefeito de Cascavel”, (depois do Mario Pereira ficou esse espaço) e, agora, vem sendo ocupado com justiça pelo prefeito cascavelense, ressaltaram as autoridades presentes ao evento. Paranhos vem se sobressaindo na política desde quando, com determinação, foi em busca de seu sonho: vencer na política e ajudar a sua gente e ajudar Cascavel, a região e o Paraná.

Vereador, vice-prefeito, deputado estadual e prefeito em duas oportunidades. “Me preparei para exercer o cargo”, discursa, Paranhos, com altivez e com a certeza de que está trilhando o caminho certo do desenvolvimento, da prosperidade e da correção.

E temos que concordar com ele. Paranhos fez uma magistral primeira gestão sendo conduzido com mais de 75% dos votos válidos para continuar no cargo. A sua popularidade lhe garante mais de 80% de aprovação frente ao governo de Cascavel, fato inédito na história política da cidade mais cobiçada no Brasil. O resultado de seu excelente governo em Cascavel, seu desempenho como líder político, os diversos programas adotados em seu governo, os  investimento realizados em setores de infraestrutura do município, a sua aliança com a Itaipu, seu jogo de cintura para acomodar diversas facções políticas em seu entorno, governo sem corrupção e sem escândalos, tudo isso, não passou despercebido por lideranças políticas estaduais e nacionais.

Os discursos emocionantes de seus amigos e prefeitos, em sua despedida na Amop, tinham razão de ser, o que os discursos ressaltavam, já era de conhecimento do mundo político, fato que, lideranças políticas nacionais, até o último dia de novas filiações partidárias, assim como, de descompatibilização do cargo, alcançaram o prefeito, primeiro, durante o evento da Amop, e depois em seu gabinete durante período que aos poucos foi amadurecendo a sua decisão em se afastar da prefeitura? De mudar de partido? Atender a quem? O que fazer? Como Fazer?

Na verdade, para quem conhece Leonaldo Paranhos, e quem conhece a esdrúxula legislação eleitoral, certamente já apostava pela permanência do prefeito em seu cargo legitimamente conquistado nas urnas com uma votação estrondosa, esmagando seus adversários, entre eles deputados estadual e federal, e que agora, por artifícios da Lei Eleitoral, poderia ficar sem o cargo e sem garantia concreta de seu futuro político.

Enfim, o bom senso prevaleceu e Paranhos acabou optando pela sua permanência no cargo. A incoerente e infeliz Legislação Eleitoral, impediu que o prefeito de Cascavel pudesse levar seu conhecimento, sua determinação, sua experiência, sua sensibilidade, sua sabedoria e a sua liderança a somar junto a seus parceiros na concretização de um sonho que ficou postergado para um futuro próximo.

Certamente, Paranhos, tomou a melhor decisão, mesmo contrariando a vontade de muitos, mesmo com a emoção de Renato Silva, que esperava, agora, sim, estar prefeito, mesmo contra, quem sabe, sua própria vontade, decidiu permanecer na prefeitura. São mais três anos ainda pela frente e ao final de seu governo em Cascavel, Ratinho Junior, possivelmente reeleito, com seu apoio, estará no Palácio Iguaçu com os braços abertos para acolhê-lo em seu governo e prepará-lo, quem sabe, para a sua sucessão.

*O autor é diretor e fundador do jornal A Voz do Paraná.