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Especialistas em cultura de ágil debatem transformação nas empresas

O gerente de business transformation no Grupo Renault, Glauco Gomes, e os agilistas do Centro de Excelência (CoE) de Gestão e Agilidade da Natura, Jackeline Moura, Fernanda de Camargo e Rodrigo Cabral participaram de evento do Programa WTC de Competitividade, iniciativa do World Trade Center (WTC) Curitiba, Joinville e Porto Alegre. Conduzido pelo Grupo de Pessoas e Culturas (PCG – do inglês People and Culture Grup), os especialistas debateram a cultura ágil e o papel do RH nas empresas, em encontro híbrido com representantes de gestão de pessoas, além de executivos c-level das principais empresas do Sul do Brasil, na sede do Distrito Spark, em Curitiba.

“Quando iniciamos essa atividade de transformação sustentada pela agilidade no Grupo Renault, em 2017, fizemos um benchmark do que acontecia no mercado. Com essa expetise, criamos uma estrutura chamada Business Transformation Office, o BTO, um escritório de aceleração para trabalhar cultura na organização”, contou Glauco Gomes. Segundo ele, foram formados mais de 80 squads (equipes) com 1.800 colaboradores treinados e R$ 200 milhões em contribuição de business. “Os squads tinham carta branca para transformar nossos processos, desde que seguindo a governança. E levamos o BTO para nossas sedes na Argentina, no México e na Colômbia.”

Já a responsável pelo CoE de Gestão e Agilidade na Natura&Co, Jackeline Moura – empresa que possui 6,3 milhões de consultoras e revendedoras (4,5 milhões na América Latina), três mil lojas e 40 mil colaboradores, presente em mais de 100 países – explicou que a função exercida por ela à frente da Gestão e Agilidade está estruturada em pilares de competência e atua como time multifuncional para atingir os objetivos estratégicos. Os agilistas Fernanda de Camargo e Rodrigo Cabral, que integram a sua equipe, também participaram remotamente do encontro.

“A jornada começou em 2015 com projetos pilotos experimentais até 2018, quando foi expandida a agilidade entre os times de funcionários em ambientes controlados. A implantação de fato se deu em 2019, com integração dos modelos de negócios com uma escalada ágil aliada à governança. Hoje, temos eficazes centros de excelência pensando em como prover soluções, em novos formatos de trabalho”, detalhou Jackeline.

Para Rodrigo Cabral, além dos “slides de apresentação de cases”, é preciso ressaltar que essa caminhada de transformação não é simples. “Ao longo desse processo, a gente escuta muito expressões como accountability, autonomia, entrega de valor, empoderamento, errar rápido. Mas, na prática, isso não é muito tangível diante do maior desafio que toda organização tem: o trabalho da liderança.” Mas, conforme Rodrigo, é preciso compreender e não gerar competição entre culturas. Ele explica é preciso objetivar o propósito e a entrega de valor por meio de tarefas práticas; e passando os desafios temporários para permanentes.

A presidente do Grupo de Pessoas e Culturas do Programa WTC de Competitividade e sênior manager da Renault do Brasil, Silvana Pampu, destacou a busca constante em adaptar a linguagem e os conteúdos quando se fala de performance e cultura. “Afinal temos squads part time, que atuam com algumas horas na semana, ou no mês, e os squads com ciclos sob demanda, com outro timing. E em todos os casos é preciso sempre cuidarmos do colaborador, tudo elaborado com muita resiliência e paciência.”

 

Sobre o WTC

O World Trade Center Curitiba, Joinville e Porto Alegre é um importante player no ambiente de negócios há mais de 50 anos, formado por diferentes grupos empresariais, públicos e privados. O WTC tem como objetivo aumentar a competitividade das empresas, gerar negócios, fomentar o comércio internacional, disseminar melhores práticas globais, além de trazer inovação e investimentos para as cidades e países em que está presente. Seus associados contam com a rede do World Trade Centers Association (WTCA), associação que reúne os World Trade Centers em todo o mundo.