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Simpósio sobre cuidados paliativos na Oncologia é realizado

Na última sexta-feira (29), ocorreu em Cascavel o Simpósio de Abordagem Multidisciplinar e Cuidados Paliativos em Oncologia, evento promovido por acadêmicos do curso de Medicina do Centro Universitário FAG de Cascavel, com apoio do CEONC Hospital do Câncer.

Cerca de 150 pessoas participaram do simpósio, que ocorreu em um dos auditórios da FAG. O público era composto por estudantes de Medicina, médicos, profissionais da saúde, cuidadores de pacientes e professores. A organização foi da Liga Acadêmica de Oncologia, Liga Acadêmica de Cuidados Paliativos e Liga Acadêmica de Medicina da Família e Comunidade.

O simpósio iniciou com a acadêmica de Medicina da FAG, Natália Tolentino, integrante das Ligas de Oncologia e Cuidados Paliativos. Ela realizou uma explanação sobre a importância dos cuidados paliativos, usando como exemplo o que vivenciou com sua mãe, Rozangela Carniel, que faleceu em decorrência da doença e não teve a oportunidade de receber os cuidados paliativos. Foi um momento de muita emoção para todos que estiveram presentes e puderam ouvir o relato.

A doutora Mariana Locatelli Brustolin, médica oncologista e psicóloga, falou sobre como fazer um diagnóstico difícil aos pacientes. Já o doutor André Luiz Batista, médico que atende em UBS (Unidade Básica de Saúde), explicou como é feita a abordagem e encaminhamento do paciente suspeito de câncer na atenção primária para um centro oncológico, abordando sinais e sintomas que levam a pensar neste diagnóstico.

O simpósio contou ainda com a participação do médico intensivista e pós-graduado em Cuidados Paliativos, doutor Thiago Giancursi. Ele elucidou sobre os cuidados paliativos no tratamento junto ao oncológico, mostrando a diferença da qualidade de vida e finitude de pacientes em diagnóstico de câncer. Também pontuou o quanto a aceitação da família em relação ao diagnóstico é mais bem aceita, além de oferecer ao paciente uma qualidade de vida digna, respeitando seus desejos não apenas físicos, mas oferecendo um cuidado em todas as esferas que regem o ser humano, a psíquica, emocional e espiritual.

Larissa Stefanie Cavalheiro, psicóloga, falou sobre a aceitação do paciente e como é viver com o diagnóstico. O simpósio finalizou com a paciente Damaris da Silva Inoue, paciente oncológica desde 2007 e em cuidados paliativos há 4 anos, expondo sua trajetória e história de vida, sobre superação e força, e como os cuidados paliativos melhoraram a qualidade de vida dela após ser paciente paliativa.

“O evento foi um sucesso, com muito conhecimento sendo compartilhado sobre essas temáticas tão importantes. Simpósios como esse permitem que possamos ter avanços muito relevantes no tratamento do câncer. É a academia contribuindo efetivamente na construção de uma Medicina cada vez melhor para a Sociedade”, avaliou o médico Marcelino Paiva Martins, cirurgião oncológico do CEONC Hospital do Câncer, professor responsável e orientador da Liga Oncológica.

Para a Presidente da Liga de Oncologia Clínica e Cirúrgica, Indiara Severo, do ponto de vista do estudante, o simpósio foi uma oportunidade importante e consistente. “Todos que participaram tiveram uma noite incrível de aprendizado e de crescimento na formação profissional. É relevante destacar que a temática de cuidados paliativos é muito pertinente para a Oncologia e ter abordagens tão ricas sobre o assunto tornou esse simpósio um evento realmente incrível”, avaliou a acadêmica. 

O CEONC Hospital do Câncer de Cascavel apoiou o evento justamente por entender a necessidade de estar ao lado do desenvolvimento da Medicina. “Está em nossa essência atuar para que a Oncologia em especial progrida em benefício do paciente. Esse simpósio com certeza cumpre esse objetivo. Queremos estar sempre perto da pesquisa, da academia, contribuindo com a formação dos novos médicos e com a capacitação dos profissionais da área da saúde”, avalia o Diretor Técnico Médico do CEONC, doutor Reno Paulo Kunz.

O CEONC Hospital do Câncer é referência no diagnóstico e tratamento do câncer para o Oeste e Sudoeste do Paraná, e Sul do Mato Grosso do Sul. Diariamente, centenas de pacientes passam pelas unidades do CEONC, recebendo tratamento gratuito de qualidade, pelo SUS.