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Dia da Mineração confere destaque à importância da atividade à sociedade

Eletrônicos, moradia, transporte, energia elétrica, medicamentos e vegetais, o que têm em comum? Todos esses elementos dependem de uma das atividades mais determinantes ao curso da história da humanidade: a mineração. Considerado “a indústria das indústrias”, o setor está intimamente presente no dia a dia das pessoas, marcando a atividade como essencial para o conforto e qualidade de vida.

A mineração é uma atividade econômica relacionada à pesquisa, exploração, extração e beneficiamento de minérios e tem neste 7 de maio seu dia mundial oficial. Invenções como a lâmpada, o celular, os satélites e fármacos não seriam possíveis sem o suporte tecnológico e de insumos oportunizado pela mineração: o desenvolvimento desses produtos só foi possível em razão da transformação de algum bem mineral. O que seria da vacinação sem a mineração, por exemplo?

Não há prédios, pontes, energia, nem pasta de dente – e muito menos carros elétricos – sem minerais. Insumos básicos para a construção de uma casa, da mais popular à mais luxuosa, passam necessariamente pela mineração. A lista inclui areia, argila, cimento, argamassa, brita, tijolos, vidro e vários outros itens.

Desde o período colonial, a mineração está presente na base das atividades econômicas desenvolvidas no Brasil. A descoberta de ouro e pedras preciosas no território nacional foi determinante ao avanço da colonização e ocupação do interior do país. Afora a corrida pelo ouro, data do século 16 a evidência mais antiga de ferro no Brasil. O panorama da mineração no Brasil mudou a partir do século 20, com um impulso de profissionalização, criando a base de uma economia industrial nacional.

De acordo com a Agência Nacional de Mineração, há 9.415 minas em operação no Brasil, ocupando 0,5% de todo o território nacional. A jazida mineral, base para a atividade de extração, é um recurso natural. Assim como a água, ela é encontrada no meio ambiente, dependendo da formação geológica existente no local. Para que a atividade seja viabilizada, é necessário pesquisas geológicas, licenças ambientais e outras autorizações previstas em lei, acompanhadas de modernas técnicas de operação. Todo esse cuidado é necessário para a mitigação de impactos ambientais e prevê a execução de medidas compensatórias ao meio ambiente.

 

Ranking da extração - No Brasil, de acordo com o Ministério de Minas e Energia, cerca de 80 minerais são extraídos para atender às necessidades do país e do mundo. O minério de ferro está no topo da extração, respondendo por 73% do faturamento do setor em 2021, de acordo com o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM). Esse elemento está presente na composição de computadores, cadeiras e celulares, nas estruturas de casas, escolas, hospitais e viadutos. É a principal matéria-prima para a produção do aço, presente em automóveis e eletrodomésticos. De forma indireta, está presente na produção de roupas e remédio, pois compõe as máquinas e ferramentas industriais utilizadas no processo de fabricação.

Outro mineral fortemente demandado na produção nacional é o cobre e está diretamente ligado à geração e transmissão de energia. Praticamente todo equipamento eletrônico, como televisão, telefone celular, computador e videogame, possui o elemento em sua composição.

Também estão entre os itens mais minerados no Brasil o ouro, a bauxita, a água mineral, o granito, calcário dolomítico, areia, fosfato, níquel, manganês e nióbio.

 

Fomento à economia – A mineração demonstra-se de grande valia para a geração de empregos, arrecadação de impostos e à balança comercial brasileira. De acordo com o IBRAM, o setor registrou em 2021 um faturamento de R$ 339,1 bilhões (sem contabilizar petróleo e gás). São cerca de 200 mil empregos, impactando diretamente na produção de riqueza, no poder de compra de milhares de famílias e na qualidade de vida dos brasileiros.

Além dos impostos normais, as mineradoras têm uma contribuição a mais, por meio da CEFM, sigla que significa Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais. Somente em 2021, foram R$ 10,3 bilhões convertidos aos cofres públicos, recurso que endossa ações de educação, saúde, meio ambiente e infraestrutura em prol da população, conforme determina a Constituição Federal.

 

Mineração em Mato Grosso  Um dos braços mais fortes da atividade mineradora no Estado é o calcário agrícola, que atende diretamente à ampla produção do agronegócio. O mineral é utilizado na calagem, técnica de correção da acidez do solo e que por isso estimula o aumento da fertilidade e produtividade de culturas de grãos, assim como a engorda na pecuária. Atualmente, mais de 40 indústrias extratoras de calcário estão em operação em Mato Grosso.

“Trata-se de uma indústria robusta, parceira do produtor rural e do desenvolvimento do Estado. Sem calcário, a agricultura nos solos ácidos do Cerrado não haveria de prosperar com toda a pujança notada hoje”, afirma Ricardo Dietrich, presidente do Sinecal-MT, Sindicato das Indústrias de Extração de Calcário de Mato Grosso.

“Mato Grosso é um Estado que foi forjado pela mineração. A atividade mineral está enraizada na cultura mato-grossense. O Estado é conhecido internacionalmente como um dos maiores produtores de grãos do mundo e é importante destacar que essa atividade só conseguiu ser desenvolvida a partir do uso de agro minerais no manejo do solo. Portanto, a cadeia agrícola de Mato Grosso só possui o protagonismo mundial, devido aos minerais utilizados para a correção dos solos de grandes áreas tornando-as agricultáveis, extraídos das jazidas aqui encontradas. Isso ratifica cada vez mais a importância da indústria mineral na vida de todos nós”, destaca Sheila Klener, presidente do Fórum de Desenvolvimento Sustentável da Indústria Mineral e do Agronegócio (MINERAGRO).