Saúde

Mulheres com infertilidade são mais vulneráveis ao câncer de ovário

As mulheres com infertilidade ou que ainda não tiveram filhos devem ficar atentas ao risco de câncer de ovário, doença que costuma passar despercebida até se espalhar na pelve e na barriga.  Uma pesquisa realizada pelo Inca (Instituto Nacional de Câncer) apontou que a cada ano mais de seis mil mulheres desenvolvem câncer de ovário no Brasil. A doença está entre as três neoplasias ginecológicas mais comuns. 

A quase totalidade das neoplasias ovarianas (cerca de 95%) é derivada das células epiteliais que revestem o ovário. O restante provém de células germinativas (que formam os óvulos) e células estromais (que produzem a maior parte dos hormônios femininos).

Conforme a médica oncologista do CEONC Hospital do Câncer, doutora Tariane Foiato, o risco de câncer de ovário é aumentado em mulheres com infertilidade, mas também pode ocorrer pelo avanço da idade, histórico familiar, fatores genéticos, excesso de gordura corporal, entre outros. 

“A primeira menstruação precoce, antes dos 12 anos, e a idade tardia na menopausa, após os 52 anos, são outros fatores que podem estar associados ao risco aumentado de câncer de ovário”, completa a oncologista.

O mês de maio é lembrado como o mês de prevenção do câncer de ovário, reforçando a importância de discutir sobre o tema. Devido à ausência de métodos de rastreamento, o câncer de ovário geralmente é diagnosticado tardiamente, o que afeta no tratamento da enfermidade. Contudo, segundo a doutora Tariane, na fase inicial, o câncer de ovário não causa sintomas específicos, mas pode ser identificado. 

“À medida em que o tumor cresce, pode causar pressão, dor ou inchaço no abdômen, pelve, costas ou pernas. São comuns náusea, indigestão, gases, prisão de ventre ou diarreia e cansaço constante”, destaca.

A doença pode ser tratada com cirurgia ou quimioterapia. A escolha vai depender, principalmente, do tipo histológico do tumor, do estadiamento (extensão da doença), da idade e das condições clínicas da paciente e se o tumor é inicial ou recorrente.

Para se prevenir ou identificar a doença ainda na fase inicial, a recomendação é ter atenção aos fatores de risco, manter o peso corporal saudável e consultar regularmente o seu médico, principalmente a partir dos 50 anos.