Agronegócio

Abertura de Semana de Prevenção é realizada pela Coopacol

A Sipat deve ser sinônimo de vida, da adoção de cuidados e de medidas protetivas para que, no fim do dia, todos possam voltar bem para as suas casas e para as suas famílias. A frase é do presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, e foi dita na abertura oficial das atividades da Semana Interna de Prevenção a Acidentes de Trabalho 2022. Durante toda esta semana, funcionários e diretores da cooperativa participam de programações especiais que alertam sobre o tema.

A Coopavel há muitos anos adota os mais diferentes procedimentos para assegurar o melhor e mais seguro ambiente de trabalho aos seus colaboradores. “Todos precisamos fazer a nossa parte e entender que Sipat é vida”, destacou Dilvo. O engenheiro de Segurança do Trabalho, Itamar Cassol, lembra que a atitude é individual, mas a segurança é coletiva. “Durante a Sipat, vários aspectos dessa política de ação e atitudes estão em debate, justamente para mostrar o papel de cada um nesse amplo esforço pela segurança, pela saúde e pela medicina do trabalho”.

Valor

O engenheiro Moacir Ceriguelli, que há cerca de 30 anos atua com segurança no ambiente de trabalho, foi recrutado pela Coopavel para as palestras especiais da programação da Sipat. Segundo ele, há três formas de enfrentar os riscos de acidentes em uma empresa: conviver com o problema, alertar sobre ele e eliminá-lo. “A atitude da empresa é a soma daquilo que as pessoas praticam”, afirmou o engenheiro, dizendo que a segurança no trabalho é mais do que importante ou prioridade em uma corporação.

A adoção de cuidados preventivos, reduzindo ao máximo riscos de acidentes, precisa ser um valor incorporado por todos, conforme Moacir Ceriguelli. “A gestão da segurança e da saúde no trabalho visa a estimular a assimilação de uma nova cultura, proativa e preventiva”. À medida que essa cultura for absorvida, preservam-se vidas, a qualidade do ambiente de trabalho e também o patrimônio da empresa. “Quanto melhor estiver o estado de operação de uma empilhadeira, por exemplo, mais segurança ela operacionalmente oferecerá ao seu operador”, disse o engenheiro.

O Brasil registra mais de 2,5 mil mortes por acidentes de trabalho todos os anos. “Além da irreparável perda de vidas, há enorme custo econômico aos cofres do país e da sociedade. Mas por que eles acontecem”, perguntou Ceriguelli. Estudos apontam que em 96% dos casos eles são fruto de atitudes e comportamentos, ou seja: despreparo dos líderes, falta de conhecimento/treinamentos, excesso de confiança, opção por não mudar e adotar práticas novas, baixa motivação da equipe, falta de rigor à disciplina e ações isoladas.

Com três décadas de experiência, Moacir Ceriguelli aconselha atacar o que ele chama de “desvios” – não fazer o que é correto e recomendado para minimizar riscos de acidentes. A cada 30 mil desvios, um é fatal, segundo o engenheiro. Fazer da segurança do trabalho um valor passa a ser um dos compromissos das empresas sustentáveis.